Espécie de sapos de 1cm foi descoberta no Brasil

DURANTE A "INFÂNCIA", O QUIRIRIENSIS CHEGA A TER 5MM (FOTO: LUIZ FERNANDO RIBEIRO)
DURANTE A “INFÂNCIA”, O QUIRIRIENSIS CHEGA A TER 5MM (FOTO: LUIZ FERNANDO RIBEIRO)

natureza não para de nos impressionar. Só no último mês, cientistas anunciaram a descoberta da existência de tartarugas albinas e polvos listrados. No Brasil, pesquisadores da região sul do país divulgaram, em junho, terem encontrado sete novas espécies do gênero Brachycephalus.

Os sapinhos chamaram a atenção por conta de seu tamanho: durante a “infância”, eles medem entre 9 e 13 milímetros.

Na quinta-feira (13/8), os pesquisadores Marcio Pie e Luiz Fernando Ribeiro, da Universidade Federal do Paraná e da PUC do Paraná, respectivamente, publicaram mais um estudo sobre o gênero. Dessa vez, anunciam a descoberta de uma nova espécie: oBrachycephalus Quiririensis, encontrado na Serra do Quiriri, entre o Paraná e Santa Catarina.

O filhote do Quiririensis nasce com 5mm e já pula direto para a fase adulta, na qual chega a atingir o tamanho máximo de 1cm. O tamanho não é a única curiosidade desse gênero: em vez de botar centenas de ovos na água, os sapinhos botam cerca de quatro ovos ali mesmo, na terra.

A dedicação do pesquisador Luiz Fernando Ribeiro aos sapinhos começou em 2000 e, desde 2011, ele vem desenvolvendo um projeto cujo objetivo é “descobrir e investigar novas espécies na floresta Atlântica”. Este é realizado peloInstituto de Estudos Ambientais Mater Natura e financiado pela Fundação Boticário.

Segundo Ribeiro, os anfíbios são sensíveis a mudanças no ambiente, o que torna a situação atual deles “complicada”. “No caso dos sapinhos, o fato de eles ocorrerem nas montanhas faz com que estejam submetidos a fatores como a destruição da floresta, a disseminação de pinhos e a presença de gado”, diz o pesquisador em entrevista a GALILEU. O Quiririensis não só está exposto a tudo isso, como a população da espécie também está localizada perto de uma pedreira, o que desestabiliza o ambiente.

A intenção dos pesquisadores é seguir levantando dados sobre a biodiversidade brasileira e conhecer mais sobre essas espécies e suas localizações. “Isso é importante porque apesar de a floresta Atlântica estar bem reduzida, ela é um bom reservatório de espécies. Ainda existem muitas que a gente não conhece”, alerta Ribeiro. “O primeiro passo para protegê-las é, justamente, saber o que tem lá.”

Fonte: Galileu/ BBC

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