Por que fumar maconha causa larica?

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(Foto: FLICKR/ ALEXODUS? CREATIVE COMMONS)

 

Por: Luciana Galastri/ Via Revista Galileu

Um ‘tapa’ estimula uma série de controladores celulares – e disso os cientistas sabem faz tempo. Um dos mais importantes é um receptor, chamado de CB1 que estaria envolvido com a fome absurda que pessoas que fumam maconha sentem. Agora, pesquisas novas mostram que o CB1 ajuda no processo da larica ao ativar neurônios que, em situações normais, fazem você se sentir mais satisfeito.

Mas como assim? Se ele ativa um neurônio que nos deixa com a sensação de saciedade, como estaria envolvido em um processo que pode fazer você atacar até aquele pote de picles velho no fundo da sua geladeira?

Normalmente, estes neurônios (chamados de POMC) produzem uma enzima chamada a-MSH, associada com a saciedade. Mas quando os receptores CB1 dessas células específicas são ativados, outra enzima é liberada. Ela é a beta endorfina, associada com a fome e também com a forma com que suportamos dor.

Para provar isso, os cientistas alteraram geneticamente um grupo de ratos para que os neurônios POMC fossem bloqueados – e, quando foram expostos aos efeitos da maconha e tiveram os receptores CB1 ativados, eles ignoraram a comida. Já os ratos normais, com neurônios POMC ativos, mostraram apetite maior do que o normal após serem expostos à planta.

Os POMC, ativados pelo CB1, tinham grandes níveis de radicais livres, criados por mitocôndrias quando elas convertem oxigênio e comida em energia. Esses radicais livres extras indicam que as mitocôndrias ‘doidonas’ estão tendo trabalho extra. Nesse ponto, os pesqusiadores acreditam que alguma proteína mitocondrial ‘avisa’ as células POMC para produzir enzimas que induzem a larica, as beta endorfinas (lembra dela ali de cima?).

Ok, quem usa maconha sente larica. Qual é a importância de compreender esse processo para a ciência? Se pesquisadores conseguirem criar um remédio capaz de reverter esse processo, poderia ser o fim da obesidade. Aliás, em 2006, uma droga similar foi vendida na Europa. No entanto, ela foi tirada do mercado após ser associada com ansiedade e depressão. Desde então, muitas farmacêuticas relutam em desenvolver remédios baseados no CB1.

Fonte: Wired

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