Vídeo de último indígena sobrevivente de uma tribo brasileira é divulgado

Funai libera imagens do “Índio do buraco”, apelido dado para o homem considerado o último descendente de seu povo.

indio sobrevivente

Por: Jean Jota

 

Pesquisadores da Fundação Nacional do Índio (Funai) registraram e acompanharam, durante vinte e dois anos, os passos de um aborígene brasileiro considerado, talvez, o último de sua tribo. Ele vive de mofo rudimentar, com roças de milho, batata, cará, banana e mamão. Além disso, ele caça animais para se alimentar.

De acordo com a Funai, a maioria de sua tribo foi massacrada durante os anos de 1970 e 1980, após a construção de uma estrada próximo às suas terras. Madeireiros, agricultores e pecuaristas quiseram se apoderar delas dando início aos assassinatos. É provável que o solitário vivia com um povo que a fundação estimava em apenas seis pessoas.

Em 1995 houve um confronto e acredita-se que somente o ” homem mais solitário do mundo”, como foi chamado também, tenha sobrevivido.

Assista ao vídeo aqui

“Na década de 1980, a colonização desordenada, a instalação de fazendas e a exploração ilegal de madeira em Rondônia provocaram sucessivos ataques aos povos indígenas isolados que até então viviam nessas regiões, num constante processo de expulsão de suas terras e de morte. Após o último ataque de fazendeiros ocorrido no final de 1995, o grupo que provavelmente já era pequeno se tornou uma pessoa só. Os culpados jamais foram punidos”, relatou a Funai.

indio-isolado-funai

“Quando a Funai finalmente confirmou sua presença, já havia apenas uma pessoa. No entanto, outros indícios anteriores levaram os servidores a crer que ali residia um grupo maior”, informou o órgão.

O índio foi descoberto pela Funai em junho de 1996. Isso ocorreu a partir da localização do acampamento e outros vestígios da presença dele.

“A Funai realizou algumas tentativas de contato, mas logo recuou ao perceber que não era da vontade dele. A última tentativa ocorreu em 2005. Deste então, os servidores que o acompanham deixam apenas algumas ferramentas e sementes para plantio em locais por onde ele passa frequentemente.”

De acordo com a fundação, nos últimos dez anos foram realizadas 57 ações de monitoramento do “homem do buraco”, com algo em torno de 40 viagens para ações de vigilância e proteção da terra indígena onde vive. Até o momento, foram documentadas 48 moradias por onde o indígena passou.

O acompanhamento do índio é feito pela FPE (Frente de Proteção Etnoambiental) Guaporé. A Funai realiza ações de vigilância do território, sem trocar qualquer diálogo. O contato é feito apenas para fornecer objetos úteis para a sua sobrevivência.

Fonte: Pragmatismo Politico – Funai

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