Existem pessoas que não acreditam no Holocausto?

Sim! E essa descrença pode proporcionar consequências graves para o mundo

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Andor Stern – sobrevivente brasileiro do Holocausto

Por: Jean Jota

A era da internet trouxe incontáveis benefícios para a humanidade. Como usuários de tais tecnologias e como observadores,  é possível dizer que esses avanços tenham trazido mais privilégios que malefícios. Mas, é claro, este último não pode ser ignorado.

Se olharmos em proporção, os danos, que a internet e as tecnologias que potencializam seu uso trouxeram para o mundo, se tornam visíveis diante de nossos olhos: alienação em massa, Fake news, ataques cibernéticos, funcionamento do mercado negro,  etc.

Depois de assistir ao Programa do Bial do dia 09/10/2018, cujo o entrevistado foi Andor Stern, um brasileiro sobrevivente de diversos campos de concentração, incluindo Auschwitz, é perceptível que, um desses danos que adveio do uso em massa da internet é a ignorância. Não somente a ignorância em si, mas também a militância que se faz por meio daquilo que não é verídico e que se levantam bandeiras para defender.

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Sobrevivente nasceu no Brasil depois que seus pais fugiram do Nazismo, porém, seu destino mudou completamente depois que foi para Índia a trabalho

Essas militâncias contrárias às provas científicas, aos historiadores, aos profissionais da comunicação…  são riscos que podem colocar a humanidade num patamar de ignorância em massa. Um exemplo disso é o movimento Terra Plana: pessoas que acreditam que o planeta azul é em formato de disco. É provável que já estejamos vivendo este momento, mas o que é bom deixar claro são as consequências que essa alienação virótica podem causar.

Um exemplo dessa descrença, ignorância e alienação pode ser conferida no link abaixo, onde sobreviventes do Holocausto contam detalhes do que acontecia à época. O programa mostra também a crítica que é feita pelos sobreviventes àqueles que militam dizendo que o massacre nos campos de concentração e todo o mal cometido por Hitler e seus companheiros por meio do rascismo, xenofobia e intolerância religiosa não existiram. Grande parte desses movimentos vem do espectro político da direita e extrema-direita. No entanto, o programa mostra mais que críticas de sobreviventes e do comunicador Pedro Bial ao desconhecimento, traz também uma viagem a um dos piores momentos da humanidade que não pode ser esquecido.

Confira o programa na íntegra aqui

 

 

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Na Alemanha é obrigatório o ensino nas escolas sobre o terror que o Holocausto foi,  para que os cidadãos nunca se esqueçam de sua própria História, com o objetivo, porém, de que nunca mais se repita tal movimento.

Essa ação alemã, na verdade, é um processo ainda muito recente de reestruturação, como sociedade e como política do fim do Nazismo e dos movimentos oriundos dele. Porém, a eficácia dessa ação só vai ficar mais clara daqui há alguns anos, pois ainda restam fragmentos do movimento Nazista na própria Alemanha e em outras regiões do mundo.

O processo de lembrança e de conhecimento foi a maneira encontrada pelos alemães de minimizar os estragos da segunda Guerra mundial. Todavia, esses movimentos de negação são as forças contrárias à esta política, possibilitando, portanto, brechas para que atitudes temorosas possam voltar potencializadas.

Como os alemães aprendem sobre o nazismo

Nessa reportagem elaborada pela DW (site de notícias da Alemanha), mostra que os alemães têm o primeiro contato com o tema do nazismo entre 13 e 15 anos. Mas quem cresce na Alemanha presencia a história do Terceiro Reich nas ruas, no turismo e nas memórias de família.

Confira na íntegra a matéria aqui 

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